Estas são reportagens da turma de Redação Jornalística I, do curso de jornalismo da Unisul, campus Tubarão, Santa Catarina, Brasil.

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Seis meses após o Catarina

Thursday, November 18, 2004 comments
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Por MANUELA SOUZA
Araranguá

Seis meses depois da passagem do Furacão Catarina pelo litoral Sul do Brasil, ainda é possível ver as conseqüências. Apesar de terem sido entregues às vítimas roupas, alimentos e telhas, a população do Sul enfrenta a indignação de uma espera pela liberação de recursos do Governo Federal.
O primeiro fenômeno climático de grandes proporções no Atlântico Sul atingiu ventos de 150Km/h na madrugada do dia 28 de março. A passagem do Catarina, além do medo, deixou um rastro de destrui-ção. Foram, em média, 160 mil casas destruídas e dois barcos naufragados.
A dona-de-casa Francisca Rosa, de Araranguá, reclama da falta de ajuda. "A minha casa ficou completamente destruída. Apesar da ajuda que a prefeitura deu, com as te-lhas, não foi o suficiente para poder reconstruí-la". Ela e o marido estão morando em uma peça emprestada atrás da casa de uma das filhas.
Muitos dos que perderam suas casas continuam sem receber ajuda dos governos. A estudante de Educação Física, Juruciara Martins ainda tem em sua memória a angústia que viveu na madrugada do dia 28. "Eu estava na casa da minha madrinha, porque a minha casa é de madeira, e não é muito segura. Naquela noite eu senti e sensação mais horrível que se pode ter. Parecia que o mundo ia acabar". Ainda hoje, muitas casas continuam destelhadas, principalmente nos municípios de Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.
 
 
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