Por VIVIANE MEDEIROS
Criciúma
Eles estão por toda parte, nas escolas, parques, praças, mas principalmente nos shopping centers de Criciúma. Usando roupas pretas e piercing, os punks vão às ruas desafiar uma sociedade careta. Afinal, identificar-se em um grupo é necessário, mas diferenciar-se dos outros é fundamental, e eles são o retrato disso.
A necessidade de fazer parte de um grupo é característica de todo ser humano. Os punks, por exemplo, vivem inseridos nessas tribos onde todos compartilham dos mesmos gostos, seguem a mesma tendência, curtem o mesmo estilo.
Segundo a psicóloga Nerilza Beltrame Alberton, coordenadora do Curso de Psicologia da Unesc, essa necessidade está associada ao descobrimento de si mesmo. "Esta é uma característica da adolescência, pois eles deixam os valores da família e passam a descobrir outros valores. Acabam adotando o valor do grupo", relata a psicóloga.
O movimento punk surgiu na década de 70 na Inglaterra, onde os jovens gritaram o caos que estavam enfrentando, criticando o governo, a educação, os políticos, a falta de perspectivas e outros problemas. "Eles (os grupos) se testam, se desafiam, pois os limites não são fixos. O que era algo concreto na infância passa a ser questionado na adolescência. Então descontruindo os valores para construir uma identidade", analisa Nerilza. E, ao que tudo indica, eles conseguiram essa identificação, pois podemos até não concordar com suas ideologias, mas jamais os ignoramos. Na opinião de Analise de Araújo, os punks nunca passam despercebidos. "Acho-os esquisitos, mas respeito. Além disso, tenho muitos amigos assim", aponta a estudante de 13 anos.
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