Por JÉSSICA PEREIRA
Orleans
Com uma fala tranqüila, de aparência cansada, vestido de maneira simples e ansioso para contar sua história de vida. Este é Paulo Afonso Pereira, escultor, morador do distrito de Pindotiba, no município de Orleans. Com 49 anos de idade, casado há 25 anos com Salete Guizi Pereira, com quem tem uma filha, ele coleciona vários trabalhos realizados ao longo da carreira que teve início aos 13 anos, esculpindo imagens em pedra-sabão.
Fonso (como é chamado pela família e por todos seus conhe-cidos), nasceu com um problema auditivo muito sério, causado pela incompatibilidade de genes de seus pais que são primos. "Apesar de ser quase surdo ele conseguiu mostrar o talento que tem", conta sua mãe Maria Pereira.
Aos 15 anos ele começou a trabalhar com a madeira e a partir daí não parou mais. Hoje, seu principal material de trabalho é o cimento. Ele já fez grandes imagens como a de Nossa Senhora Aparecida, com 13 metros de altura, na localidade de Urussanga Baixa em Treze de Maio, de São Cristóvão às margens da BR 101 em Tubarão, e de São José, que ornamenta a entrada do Hospital que recebe o mesmo nome em Criciúma.
"Eu gosto do que eu faço, dá pra sustentar minha família. A gente não tem uma vida de rico, mas mesmo assim somos felizes. Minha mãe me ajuda muito, porque ela mora perto da minha casa e quando eu preciso, ela sempre está por aqui", afirma.
Seu próximo trabalho já está em fase final: é uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, que será colocada no hospital de Tubarão em comemoração de seu centenário.
Paulo Afonso resume seu trabalho com uma única frase que demonstra toda sua paixão pelo que faz: "Meu trabalho é minha vida, adoro ver os outros sorrindo com minhas esculturas, assim eu vivo mais feliz".
comments Post a Comment
Post a Comment