Por DAIANI SILVEIRA
Criciúma
Loja de conveniência nos postos de combustíveis é a nova em Criciúma. A idéia, que une diferentes serviços em um único espaço, tem agradado ao consumidor pela comodidade. O proprietário de uma rede de postos, Edílson Barp, implantou a novidade. "A praticidade de unir diferentes serviços e comércios, bem como lanches rápidos e produtos de necessidade básica, tem feito das conveniências não só algo mais, mas um espaço fundamental".
Porém não e só a comodidade que veio acrescentar. O grande público jovem tem aceitado e aposta nesses ambientes, tornando-se freqüentadores e consumidores assíduos deste mercado.
Na sua grande maioria entre 16 a 25 anos, de todas as clas-ses sociais e gostos ecléticos, este público noturno, como define Edílson, busca nesses ambientes uma nova alternativa para encontros e festas, aproveitando que as lojas funcionam vinte e quatro horas.
Providos de carros equipados com muita aparelhagem de som, disputam espaço não só entre si, mas também com outro tipo de clientela, os que abastecem. No entanto, o ge-rente de uma das lojas de conveniências mais movimentadas de Criciúma, Eduardo Mendes Gonçalves, declara não haver qualquer tipo de intervenção de um cliente sobre o outro. "Nossos clientes de pista, aqueles que compram combustível, freqüentam o posto entre oito da manhã e dez da noite, enquanto a pessoal da bagunça costuma chegar no início da noite e ficar no máximo até as seis da manhã".
Essa nova alternativa vem não só da falta de opção para a juventude criciumense, mas pelas condições financeiras. Enquanto se paga, em media, R$ 20,00 para poder freqüentar uma das poucas casas noturnas que existem, utilizam-se das dependências do posto pagando apenas pelo que consomem. Luciano Alamini Rosa, 20 anos, conta por que se tornou freqüentador dessas lojas. "Em uma noite, numa danceteria eu gasto uns R$ 50,00 enquanto aqui divido as despesas com meus amigos, compramos bebidas para toda a noite e gasto no máximo R$ 10,00". Além da economia, Alamini complementa: "Posso rodar no meu carro as músicas que quero ouvir".
Economia para os clientes significa lucros para os proprietários. O maior consumo é de bebidas alcoólicas, cigarros e lanches rápidos o que representa 70% das vendas.
Contudo há um fato que preocupa não só aos proprietários e gerentes, mas também a polícia: um consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Isso é o maior causador de brigas e acidentes, além das várias reclamações recebidas devido ao som alto e à bagunça, já que as conveniências com maior volu-me de freqüentadores ficam próximas a áreas residenciais.
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